Press ESC to close

Com juro alto, BC prevê alta de 1,6% para PIB em 2026, marcado por eleições, pior resultado em seis anos

O Banco Central (BC) elevou de 2% para 2,3% sua estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.
A informação consta no relatório de política monetária do quarto trimestre, divulgado nesta quinta-feira (18).
Em 2024, segundo dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia brasileira registrou uma expansão de 3,4%.
➡️Para o ano de 2026, marcado por eleições presidenciais, o Banco Central elevou sua projeção de crescimento para o PIB brasileiro de 1,5% para 1,6%.
➡️Mesmo assim, segundo dados oficiais, o crescimento do BC projetado para o próximo ano, se confirmado, será o menor desde 2020 (quando houve retração de 3,3% por conta da Covid-19).
Juros altos
➡️A projeção de uma desaceleração no ritmo de crescimento do PIB acontece em meio a um processo manutenção dos juros em patamar elevado para conter pressões inflacionárias.
➡️Atualmente, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central e que serve de base para a economia, está em 15% ao ano, o maior nível em quase 20 anos. A expectativa da maior parte do mercado é de que o juro comece a recuar em março de 2026.
➡️Representantes do BC têm dito que uma desaceleração do nível de atividade é necessária para reduzir a inflação, e trazê-la de volta para as metas.
🔎No relatório de política monetária, o BC informou que o chamado “hiato do produto” segue positivo. Isso quer dizer que a economia continua operando acima do seu potencial de crescimento sem pressionar a inflação.
Pelo sistema de metas, cabe ao Banco Central (BC) ajustar os juros para manter a inflação dentro do intervalo estabelecido.
Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, o BC já considera a expectativa de inflação acumulada em 12 meses até o segundo trimestre de 2027.
A manutenção do juro em patamar elevado tem sido criticada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e defendida pelo ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, que ocupou a cadeira até dezembro do ano passado (indicado por Jair Bolsonaro).
Problemas orçamentários
➡️A desaceleração na economia pode criar, também, problemas orçamentários para o governo em 2026 devido ao seu efeito de diminuir a arrecadação de impostos e contribuições federais..
➡️No projeto de lei orçamentária de 2026, enviado pelo governo ao Congresso Nacional no fim de agosto, a equipe econômica estimou que o PIB deverá crescer 2,44% no ano que vem, valor próximo ao estimado pelo Ministério da Fazenda em novembro (+2,4% de crescimento).
➡️Se confirmada uma expansão menor do PIB (+1,6%), conforme o estimado pelo Banco Central, isso resultará em menos arrecadação e o governo terá mais dificuldade para atingir a meta fiscal do próximo ano, que é de um superávit em suas contas.
➡️Por isso, será obrigado, se e assim que os efeitos da desaceleração se apresentarem, a efetuar bloqueios maiores de despesas – em um ano eleitoral.

Materia original link

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *