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URGENTE: Deputado baiano entra no radar do STF em apuração sobre emendas

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, autorizou a Polícia Federal (PF) a colher depoimentos e realizar uma acareação entre o ex-presidente da Câmara dos Deputados Arthur Lira (PP-AL) e o deputado José Rocha (União Brasil-BA). O objetivo é esclarecer contradições relacionadas à indicação de emendas do antigo orçamento secreto. As informações são do G1.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada no último dia 19 e faz parte do inquérito que apura eventuais irregularidades na destinação dessas emendas. O procedimento tramita sob sigilo.

Os depoimentos fazem parte da mesma investigação que resultou na deflagração da Operação Transparência, em dezembro passado, que teve como alvo a ex-assessora de Lira na Presidência da Câmara, Mariangela Fialek, conhecida como Tuca.

A ex-servidora foi submetida a buscas e apreensões em seu antigo gabinete e em sua residência. Durante a ação, a PF apreendeu celulares, computador e anotações da ex-assessora de Lira. O material ainda está em análise pelos investigadores.

Dino determinou a acareação entre Lira e Rocha depois que a Advocacia da Câmara dos Deputados apresentou, em dezembro do ano passado, uma petição ao STF dizendo que a busca e apreensão realizada na Casa Legislativa teria como base informações inverídicas.

Os advogados da Câmara alegam que as informações teriam sido apresentadas por José Rocha, que já foi ouvido pela Polícia Federal no inquérito, que apontaram apontam a ex-assessora de Lira como “a principal responsável pela operacionalização do chamado ‘orçamento secreto’”.

Além de Rocha, outros parlamentares também prestaram depoimento a PF, são eles os deputados Glauber Braga (PSOL-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), Fernando Marangoni (União Brasil-SP) e Dr. Francisco (PT-PI), além do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG).

Na petição, a Advocacia da Câmara diz que o deputado baiano teria adotado condutas irregulares ao longo de 2024 na indicação de emendas. À época, José Rocha presidia a Comissão de Integração Nacional e Desenvolvimento Regional.

Ainda na manifestação, a Advocacia da Câmara diz que o parlamentar teria realizado uma série de indicações sem articulação com as lideranças partidárias. Além disso, José Rocha teria retirado as emendas destinadas a Alagoas que, embora atribuídas apenas a Lira, atenderiam a interesses de deputados do estado.

Com a troca de acusações, Flávio Dino determinou que a Polícia Federal apurasse os fatos e interrogasse Lira e Rocha, incluindo a realização de acareação.


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