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Como uma ‘OPEP do Lítio’ influenciaria uma hegemonia política mundial?

Ao Mundioka, podcast da Sputnik Brasil, Mario Tito Almeida, professor de relações internacionais da Universidade Federal do Pará (UFPA) diz ver entraves para a formação de um grupo voltado a esse ativo estratégico.

O principal desafiam seriam as leis de exploração de cada país, explica o professor, já que países como Austrália e Argentina diferem em suas legislações sobre o assunto, o que dificulta a organização dos países na formação do cartel.

“Veja que a própria OPEP demorou um pouco a pegar exatamente por conta da diferença”, pontua Almeida. “Mas o petróleo, sendo um item estratégico, acabou sendo um facilitador.”

Sobretudo, as características distintas entre o lítio e o petróleo – o primeiro central para transição energética e, o outro, um combustível fóssil ainda dominante – tornam improvável, neste momento, que um grupo consiga coordenar a oferta e controle de preços no padrão OPEP, segundo o professor.

Almeida destaca também que é ter grandes reservas de lítio não é o suficiente para formar um mercado, já que é preciso viabilizar exploração do minério e, assim, consolidar presença no mercado internacional. Por isso, o professor vê como difícil surgir um “OPEP do lítio”, embora acredita que seja viável no médio e longo prazo.

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