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Dólar inicia o dia atento à inflação nos EUA e cenário político no Brasil


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar inicia esta sexta-feira (13) com o mercado atento aos dados de inflação nos Estados Unidos e investigações relacionadas ao Banco Master. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h, na última sessão antes do feriado de Carnaval.
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▶️ Na agenda econômica, o principal destaque é a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos. O indicador mede a inflação na maior economia do mundo, acompanhando a variação dos preços de itens como alimentação, moradia, energia e serviços, e ajuda o mercado a antecipar os próximos passos dos juros americanos.
➡️ No Brasil, o destaque é o Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) de fevereiro, que caiu 0,42%, após alta de 0,29% no mês anterior, em resultado mais fraco do que o esperado. Com isso, o índice passou a acumular deflação de 2,25% em 12 meses, segundo dados da Fundação Getulio Vargas (FGV).
▶️No cenário político, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli solicitou o afastamento da relatoria dos processos que envolvem as apurações sobre o Banco Master. Com isso, os atos praticados pelo ministro no inquérito ficam mantidos, cabendo ao novo relator, André Mendonça, tomar novas decisões no caso.
➡️ Já no ambiente corporativo, o mercado acompanha o resultado da Usiminas (USIM5) e a teleconferência da Vale (VALE3), que encerrou o quarto trimestre no vermelho. Também segue no radar o calote de R$ 3,6 bilhões informado pelo Banco do Brasil, que comunicou na quarta-feira (11), durante a divulgação de seu balanço financeiro.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,39%;
Acumulado do mês: -0,91%;
Acumulado do ano: -5,26%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +2,63%;
Acumulado do mês: +3,53%;
Acumulado do ano: +16,53%.
Agenda econômica
Serviços no Brasil
Em dezembro de 2025, o setor de serviços no Brasil teve uma leve queda de 0,4% em relação a novembro, interrompendo uma sequência de nove meses de alta e um período de estabilidade.
Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o volume de serviços cresceu 3,4%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,8%.
Mesmo com o recuo no fim do ano, o setor segue em nível elevado: está cerca de 19,6% acima do patamar de fevereiro de 2020, antes da pandemia, e apenas 0,4% abaixo do recorde histórico registrado em novembro de 2025.
A queda mensal foi puxada principalmente pelo setor de transportes, que recuou 3,1%, com perdas no transporte terrestre, aéreo, aquaviário e nos serviços de armazenagem e correios. Também houve retração em outros serviços e em serviços profissionais e administrativos.
Por outro lado, as áreas de informação e comunicação e os serviços prestados às famílias registraram crescimento.
O economista Maykon Douglas avalia que o crescimento recente foi menos disseminado e mais dependente do segmento de transportes e logística, que tem puxado o setor. Segundo ele, como esse segmento “tropeçou” em dezembro, o volume de serviços acaba sofrendo.
“Minha expectativa é de que o setor continue resiliente. Apesar do aperto monetário, a renda da população deve ganhar fôlego ao longo dos próximos meses, dado o impulso fiscal.”
Auxílio-desemprego nos EUA
O número de americanos que entraram com o pedido do seguro-desemprego caiu na semana passada, mas menos do que o mercado esperava. A redução foi pequena, possivelmente influenciada por tempestades de inverno que afetaram o país.
Os pedidos iniciais recuaram em 5 mil, para 227 mil na semana encerrada em 7 de fevereiro, segundo o Departamento do Trabalho dos EUA. A previsão de economistas era de 222 mil solicitações no período.
Essa queda compensou apenas parte da alta registrada na semana anterior, atribuída às fortes nevascas, às temperaturas muito baixas e a ajustes sazonais comuns no fim de ano e início de janeiro.
Apesar disso, o mercado de trabalho segue relativamente estável. O crescimento do emprego acelerou em janeiro, e a taxa de desemprego caiu de 4,4% em dezembro para 4,3%. Ainda assim, especialistas descrevem o cenário como de poucas contratações e poucas demissões. Quase todas as novas vagas criadas no mês vieram da área de saúde e assistência social.
Economistas avaliam que políticas comerciais e de imigração têm limitado a oferta de trabalhadores, mas veem espaço para uma recuperação do emprego ao longo do ano, em parte por causa de cortes de impostos.
Pesquisa Quaest
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (11) mostra que o presidente Lula (PT) continua à frente nos sete cenários de 2º turno testados com nomes da oposição, com vantagens que variam de cinco a 19 pontos.
A menor diferença é de cinco pontos, contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece como o principal candidato da oposição.
“A pesquisa revela uma diminuição residual da vantagem de Lula para Flávio. A diferença era de sete pontos no mês passado e passou para cinco”, afirma o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
A pesquisa é a primeira da Quaest sem o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), entre os possíveis candidatos. Ele tem afirmado que tentará a reeleição.
Cenário Lula x Flávio:
Lula: 43% (eram 45% em janeiro e 46% em dezembro);
Flávio Bolsonaro: 38% (eram 38% em janeiro e 36% em dezembro);
Indecisos: 2% (eram 2% em janeiro e 3% em dezembro);
Branco/nulo/não vai votar: 17% (eram 15% em janeiro e dezembro).
Entre os eleitores que se consideram independentes, grupo que pode decidir a disputa, a vantagem de Lula sobre Flávio era de 16 pontos e agora é de cinco.
Em janeiro, o presidente tinha 37% nesse grupo, e o senador, 21%. Na pesquisa atual, Lula aparece com 31%, contra 26% de Flávio.
Bolsas globais
Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda, pressionados pelo fraco desempenho das ações de tecnologia. Resultados corporativos e dados de emprego divulgados na véspera também seguiram no radar.
O Dow Jones caiu 1,34%, enquanto o S&P 500 recuou 1,55% e a Nasdaq teve queda de 2,04%.
Na Europa, a maioria dos índices da região fechou em queda, conforme investidores avaliavam novos balanços corporativos e dados econômicos locais.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,49%. Entre os demais destaques, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,67%, enquanto o CAC-40, de Paris, ganhou 0,33%. O Ibex-35, de Madri, por sua vez, caiu 0,82%.
Já os mercados asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira com desempenhos variados.
No fechamento, Xangai registrou alta de 0,05%, aos 4.134 pontos, e o CSI300 subiu 0,12%, para 4.719 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,86%, aos 27.032 pontos.
Tóquio recuou 0,02%, indo a 57.639 pontos, enquanto Seul registrou forte alta de 3,13%, aos 5.522 pontos. Taiwan não teve pregão aberto, e Cingapura avançou 0,47%, alcançando 5.008 pontos.
Mulher segura notas de dólar, dinheiro
Karolina Grabowska/Pexels

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