
O jornal salienta que, com as entregas previstas para saltar de 141 aeronaves em 2021 para até 255 neste ano, a produção da Embraer está a caminho de quase duplicar.
“A Embraer está se beneficiando de uma série de ventos favoráveis. Atualmente, as companhias aéreas precisam esperar de oito a dez anos para receber um grande avião de fuselagem estreita da Airbus ou da Boeing, que têm uma carteira combinada de pedidos de 16 mil jatos de passageiros, e isso se deve à crescente demanda por viagens aéreas e aos longos obstáculos enfrentados na cadeia de suprimentos desde a pandemia da COVID-19”, ressalta a publicação.
Segundo a matéria, embora seja menor que seus dois grandes rivais, a Embraer os superou espetacularmente, multiplicando o preço de suas ações por dez desde o início de 2021 — um feito que nenhum concorrente pode igualar.
Sua carteira de pedidos atingiu um recorde histórico, e seus volumes de entregas devem quase duplicar em apenas alguns anos, provando que o menor pode, de fato, ser mais ágil e bem-sucedido.
A empresa domina nichos-chave nos quais suas contrapartes maiores enfrentam dificuldades, desde jatos alimentadores regionais, que não têm concorrência direta, até aeronaves privadas, que lideram sua classe há mais de uma década, observa o artigo.
Ao contrário de seus concorrentes, que enfrentam pouca pressão para inovar enquanto seus modelos atuais vendem bem, esse jogador ágil já está de olho no próximo ciclo de crescimento e poderia ganhar uma vantagem sobre eles ao lançar um jato comercial maior, enquanto eles se preparam para substituir seus modelos envelhecidos.
Com um histórico comprovado de certificação de quase 20 novas aeronaves em duas décadas e uma reputação que exige respeito dos clientes, a Embraer está pronta para quebrar o controle do duopólio, conclui a reportagem.
Anteriormente, o jornal O Globo informou que a Embraer recebeu dezenas de novos pedidos de venda dos modelos E-195 E2 na feira de aviação do Reino Unido Farnborough Airshow. As novas vendas vão representar um aumento de 8% em relação à carteira de pedidos registrada no primeiro trimestre deste ano.
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