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Deputada baiana será relatora do projeto anti-redpill

Projeto de autoria de Sâmia Bonfim (PSOL) tenta combater o movimento misógino na internet e contará com participação de Lídice da Mata (PSB). Deputada baiana será relatora do projeto anti-redpill na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) foi designada como relatora, na Comissão de Constituição e Justiça, do Projeto de Lei 6075, que estabelece medidas para frear a disseminação de violência contra mulheres nas redes sociais associada ao chamado movimento “red pill”.

O termo “red pill” tem origem no filme The Matrix, no qual o personagem principal ingere uma pílula vermelha que lhe revela a “verdadeira realidade”.

Deputada baiana será relatora do projeto anti-redpill

A indicação partiu da deputada Sâmia Bomfim, autora da proposta. Segundo as parlamentares, a iniciativa pretende enfrentar uma forma contemporânea de violência digital, marcada pela circulação de conteúdos misóginos, desinformação e estímulo à hostilidade contra mulheres. ”Muitas vezes essa violência sai do ambiente virtual para se concretizar na vida real”, afirma a deputada baiana.

No contexto da chamada machosfera — comunidades online com discursos voltados à masculinidade — a expressão passou a ser usada por homens que dizem ter “acordado” para uma suposta dinâmica em que mulheres manipulam e se aproveitam dos homens. Nesses espaços, são comuns narrativas que defendem a retomada de uma posição dominante masculina e a submissão feminina.

De acordo com Lídice, a relatoria será conduzida com prioridade, diante da gravidade do tema. “Não podemos naturalizar esse tipo de discurso que ameaça vidas e tenta silenciar as mulheres”, afirmou. A parlamentar também reforçou o compromisso de fazer a proposta avançar na comissão e chegar ao plenário.

Já Sâmia Bomfim destacou que o projeto busca atuar na origem do problema, ao prever mecanismos de responsabilização e contenção de práticas que incentivem a violência de gênero no ambiente digital. Ela também citou o respaldo popular à iniciativa, que já ultrapassa 200 mil assinaturas em um abaixo-assinado.

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