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Empresa nega suposta contaminação na praia de São Tomé de Paripe

Administradora do Porto de Aratu, em Candeias, na região metropolitana de Salvador, a Intermarítima se defendeu das acusações de suposta contaminação na praia de São Thomé de Paripe, no Subúrbio, e afirmou que não maneja produtos químicos perigosos no terminal portuário.

A empresa repercutiu a audiência pública anunciada pela vereadora Aladilce Souza (PCdoB), da Câmara de Salvador, para apurar a possível contaminação na praia.

A Intermarítima sustenta ter recebido, nos dias 20 e 24 de fevereiro, técnicos do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema), que teriam verificado que “a empresa operava de acordo com sua licença, tanto em procedimento quanto em produtos movimentados”.

Diante das denúncias da identificação de supostos materiais tóxicos na praia, a empresa assegura que “não possui em sua lista de materiais movimentados qualquer produto de coloração azul ou verde”, o que teria sido encontrado mor moradores na região.

CMS deve realizar audiência para apurar contaminação na praia de Paripe

De acordo com informações divulgadas após a reunião, para a audiência deverão ser convidados representantes de órgãos públicos “envolvidos na investigação e solução do verdadeiro desastre ambiental que vem assustando a população e afetando a economia local”.

A mobilização ocorreu após relatos feitos por moradores e trabalhadores da pesca. Aladilce Souza realizou reunião com representantes da comunidade e indicou que a Casa Legislativa deve realizar trabalhos em prol da causa.

“A situação é grave. Trata-se de um produto tóxico, que vazou durante o transporte de um navio para o armazém no Terminal da Intermarítima, contaminando as águas do mar de São Tomé de Paripe. Além da mortandade de peixes e mariscos, há relato de pessoas com problemas de saúde após o contato com as águas”, afirmou a parlamentar.

Salvador, conhecida mundialmente pelo seu litoral extenso e pela beleza de praias como Porto da Barra, Itapuã e Flamengo, enfrenta uma realidade preocupante: menos de 3% das praias de Salvador são próprias para banho o ano inteiro

O dado, revelado pelo Plano Municipal de Saneamento Básico Integrado (PMSBI), mostra que a poluição da água virou regra na capital baiana. Rios e córregos urbanos estão praticamente todos contaminados, e o esgoto irregular lançado sem tratamento acaba desaguando diretamente no mar.

Além disso, dos 38 pontos monitorados pelo Inema na capital, apenas a praia de Cantagalo, na Cidade Baixa, foi considerada apta para o banho, deixando o restante da orla em alerta.

Ainda no assunto banho de mar, uma novidade promete mudar um dos maiores cartões postais da cidade. A Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal do Mar (Semar), vai implantar um sistema de boias marítimas de proteção na praia do Porto da Barra. A iniciativa integra as ações de ordenamento do espelho d’água e tem como principal objetivo ampliar a segurança dos banhistas.

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