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EUA e Argentina assinam acordo comercial com redução de tarifas e plano de investimentos


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Jonathan Ernst/Reuters
Os Estados Unidos e a Argentina assinaram nesta quinta-feira (5) um acordo comercial com previsão de redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos.
O entendimento foi anunciado pelo embaixador norte-americano e negociador comercial Jamieson Greer após reunião com o ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, Pablo Quirno.
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“O aprofundamento da parceria entre o presidente Trump e o presidente Milei serve como um modelo de como os países das Américas, do Alasca à Terra do Fogo, podem avançar em nossas ambições compartilhadas e proteger nossa segurança econômica e nacional”, afirmou Greer.
Ainda segundo o representante comercial americano, o acordo “reduz barreiras comerciais de longa data e oferece acesso significativo ao mercado para exportadores” dos EUA. A expectativa, acrescentou, é expandir negócios que vão de veículos automotores a produtos agrícolas.
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Segundo o documento divulgado pelo governo dos EUA, o acordo não entra em vigor na assinatura. Ele passa a valer 60 dias após a troca de notificações por escrito confirmando a conclusão dos trâmites legais internos — ou em outra data que os países acordarem.
Após passar a valer, o acordo prevê que a Argentina zere tarifas ou as reduza para cerca de 2% em milhares de produtos dos EUA, além de abrir cotas isentas para itens estratégicos, como 80 mil toneladas de carne bovina e 10 mil veículos.
Em contrapartida, os EUA eliminarão tarifas para produtos agrícolas argentinos selecionados e limitarão eventuais sobretaxas a um teto de 10% sobre os demais bens.
A abertura comercial também prevê o fim da taxa estatística argentina — uma cobrança sobre importações para custear serviços aduaneiros — em até três anos, além de reduções tarifárias graduais, aplicadas todos os anos em 1º de janeiro.
* Reportagem em atualização

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