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Justiça da Bahia mantém ação contra Binho Galinha após negar pedido da defesa

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou um pedido de suspeição apresentado pela defesa do deputado estadual Binho Galinha. Na decisão, a Vara Criminal e Crimes Contra a Criança e o Adolescente da Comarca de Feira de Santana diz que rejeitou a tese de “quebra de imparcialidade” da juíza responsável pelo caso.

De acordo com os advogados de Binho Galinha, a juíza teria antecipado o entendimento ao negar a realização de uma perícia grafotécnica, sob a justificativa de já haver provas suficientes. Para a defesa do parlamentar, a decisão indicaria um possível pré-julgamento e limitaria a produção de provas.

Em decisões recentes, a juíza Márcia Simões Costa manteve o andamento da ação penal por lavagem de dinheiro envolvendo outros investigados, rejeitando questionamentos sobre o uso de dados financeiros sem autorização judicial. O processo segue na 1ª Vara Criminal de Feira de Santana, já que, de acordo com a juíza, trata-se de crime de lavagem de dinheiro, e não de delito contra a administração pública.

Segundo o Ministério Público, os réus teriam utilizado negociações informais de imóveis para ocultar recursos de atividades ilícitas como agiotagem e jogo do bicho. As próximas audiências de instrução e julgamento estão marcadas para os dias 24 e 27 de abril de 2026.

O caso tem origem com a deflagração da Operação “El Patrón”, pela Polícia Federal em 2023, que resultou no bloqueio de cerca de R$ 200 milhões e na prisão de suspeitos ligados ao grupo investigado. Binho Galinha é apontado como líder de uma organização criminosa com atuação em Feira de Santana, investigada por crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e obstrução de justiça.

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