
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visitou, neste sábado (28), as cidades de Ubá e Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, para acompanhar os impactos dos temporais que atingiram a região. Durante a agenda, o governo federal anunciou a entrega gratuita de moradias para famílias que perderam seus imóveis e a criação de um escritório federal para agilizar a reconstrução dos municípios.
Até o momento, a Defesa Civil confirma 71 mortes em decorrência das chuvas no estado, sendo a maioria em Juiz de Fora (65). O cenário de destruição inclui a perda de 45 pontes em Ubá, entre áreas urbanas e rurais.
Inspirado no modelo de socorro aplicado no Rio Grande do Sul, o governo federal implementará a compra assistida. O mecanismo permite que o cidadão escolha um imóvel pronto em qualquer cidade de Minas Gerais, com valor de até R$ 200 mil, custeado pela União.
Além da habitação, o pacote de assistência inclui o saque calamidade do FGTS para trabalhadores residentes nas áreas afetadas, a antecipação dos pagamentos do Bolsa Família e do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e linhas especiais de crédito para pequenos empresários locais retomarem as atividades.
O Ministério da Saúde enviou duas toneladas e meia de medicamentos e insumos hospitalares para a região. Segundo o ministro Alexandre Padilha, foram destinadas carretas de atenção primária para substituir Unidades Básicas de Saúde (UBS) destruídas e ambulâncias do Samu para reforçar o atendimento.
Para centralizar a articulação entre os municípios, os ministérios e a Caixa Econômica Federal, Lula determinou a instalação de um escritório de resposta dentro da Prefeitura de Juiz de Fora.
A única coisa que a gente não vai poder devolver são as vidas que se foram. Mas as coisas materiais, nós vamos dar à pessoa o direito de voltar a viver com decência, afirmou o presidente durante pronunciamento.
Em sobrevoo pela região, o presidente demonstrou preocupação com construções em encostas, citando especificamente imóveis de alto padrão com piscinas em áreas de risco. Segundo Lula, a ocupação inadequada desses terrenos agrava o perigo de novos deslizamentos em caso de colapso das estruturas.
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