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Ovos de dinossauro de 72 milhões de anos surpreendem arqueólogos

O achado recente de ovos de dinossauro em Guadalajara, na Espanha, vem sendo considerado um marco para a paleontologia ibérica. São quatro ovos atribuídos a titanossauros, com cerca de 72 milhões de anos, encontrados em excelente estado de conservação no sítio cretáceo de Poyos e atualmente expostos no Museu Paleontológico de Castilla-La Mancha (MUPA), em Cuenca.

Os titanossauros eram saurópodes herbívoros gigantes, que podiam ultrapassar 15 metros de comprimento e pesar dezenas de toneladas. O fato de os quatro ovos estarem no mesmo nível de sedimento, mas apresentarem diferenças entre si, levanta a hipótese da coexistência de mais de uma espécie na região no final do Cretáceo, um cenário raro, já que ninhadas fossilizadas costumam estar associadas a uma única linhagem.

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A preservação excepcional dos fósseis permitiu análises detalhadas em laboratório, com uso de microscopia e estudos mineralógicos, que revelam características como porosidade e estrutura cristalina da casca. Esses dados são comparados a registros de outras partes do mundo, ajudando a identificar tipos já conhecidos e até a descrever novos ootáxons, categorias baseadas exclusivamente em ovos fósseis.

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Além de ampliar o conhecimento sobre a diversidade de titanossauros na Europa, os ovos fornecem pistas sobre estratégias reprodutivas, áreas de nidificação e condições ambientais do período. A exposição no MUPA também fortalece a divulgação científica, aproximando o público da pesquisa paleontológica e valorizando o patrimônio histórico da região.

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