
A situação mudou quando Fachin retirou o pedido de Moraes do inquérito das Fake News e determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) e Mendonça se manifestassem em até cinco dias. Além disso, a apuração do caso foi transferida para a própria Presidência do STF.
Mensagens entre Moraes e Vorcaro
A disputa entre os ministros se intensificou depois que Mendonça retirou, na última terça (1º), o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) elaborado por determinação de seu gabinete. O documento expôs mensagens e contatos entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
As investigações apontam que o ministro teria participado da elaboração de um contrato, de cerca de R$ 131 milhões, firmado entre o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro.
Na decisão enviada a Fachin, Moraes acusou Mendonça de ter usurpado a autoridade policial na condução das investigações, conduzido de forma irregular tratativas sobre uma eventual delação premiada e direcionado, por “motivos pessoais e políticos”, investigações contra determinados alvos.
A confirmação ocorreu após a divulgação de mensagens e áudios extraídos do celular de Vorcaro que detalham a articulação para o encontro, conduzida pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP) e pelo advogado Ciro Rocha Soares, que era próximo do banqueiro.
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