
A interdição da praia de São Tomé de Paripe, no subúrbio ferroviário de Salvador, por causa de contaminação química voltou a ser discutida nesta quarta-feira (22) na Câmara Municipal. O local está fechado desde fevereiro de 2026 após a presença de altos níveis de cobre, nitrato e nitrito na água e na areia.
Entre os problemas registrados estão manchas no mar, morte de peixes e a proibição da pesca. Um terminal marítimo próximo também teve as atividades suspensas pelo Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), por suspeita de ligação com a poluição.
A vereadora Eliete Paraguassu (PSOL) chamou atenção para o caso e convidou os colegas para uma audiência pública sobre o tema, marcada para quinta-feira (23), no Centro de Cultura da Câmara. O encontro será feito em parceria com as vereadoras Aladilce Souza (PCdoB) e Marta Rodrigues (PT).
Durante a sessão, houve discussão sobre quem é o responsável pela contaminação. O vereador Luiz Carlos (Republicanos) disse que o problema teria sido causado por uma empresa que operava antes no local, a Gerdal, e que a atual, Intermarítima, apenas usa o espaço. A vereadora Aladilce Souza discordou e citou laudos técnicos. O Inema não suspenderia uma operação se não existisse algo sólido na investigação, afirmou.
O presidente da Câmara, Carlos Muniz (PSDB), disse que é preciso esclarecer o caso e que os responsáveis devem assumir os danos. De modo que a população não saia prejudicada, declarou. Ele também afirmou que a Câmara é um espaço onde todos tem voz e vez e os direitos são respeitados.
Já o vereador Claudio Tinoco (União Brasil) criticou o Governo da Bahia e cobrou uma posição. Segundo ele, o estado é responsável pela fiscalização da Baía de Todos-os-Santos. Não é possível que empresas que realizam, inclusive, a exportação de produtos produzidos na Bahia, como a ureia, e o Governo do Estado não apresentem uma solução nem apontem responsáveis, disse.
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