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Programa nuclear da Marinha lidera investimentos e supera Gripen em 2025

O programa nuclear da Marinha tornou‑se o maior investimento militar de 2025 após receber 4,5 vezes mais verbas que no ano anterior, impulsionando o desenvolvimento do submarino nuclear Álvaro Alberto e superando projetos como o Gripen, que segue atrasado e longe do cronograma original.

De acordo com estimativas compiladas por um jornal de grande circulação no país, o programa nuclear da Marinha tornou‑se, em 2025, o maior investimento militar do Brasil, após receber 4,5 vezes mais verbas do que no ano anterior.

Pela primeira vez, ele superou projetos tradicionais e empatou em dispêndio com o controle do tráfego aéreo. Já o programa do caça Gripen caiu para a quarta posição, após anos na liderança, recebendo R$ 965 milhões, abaixo do ritmo de anos anteriores.

O avanço do programa nuclear contrasta com o atraso do projeto dos caças suecos. Dos 36 Gripen previstos para estarem operacionais em 2024, apenas 11 foram entregues, e a nova estimativa empurra o último para 2032. O governo ainda negocia a compra de mais 20 unidades, sem definição sobre a origem dos recursos.

A verba destinada ao programa nuclear cobre o desenvolvimento tecnológico ligado ao futuro submarino nuclear Álvaro Alberto. Segundo a Marinha, os recursos financiaram melhorias no ciclo do combustível nuclear, a implantação do laboratório de geração nucleoelétrica e o desenvolvimento do reator que equipará o submarino.

Quase R$ 1 bilhão foi direcionado a empresas contratadas, sobretudo para engenharia. A etapa mais crítica, a integração do reator ao casco, ainda não começou.

O programa, iniciado em 1979, já enfrentou disputas com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), especialmente após o domínio brasileiro da tecnologia de ultracentrífugas.

O histórico do projeto inclui sua vinculação, durante a ditadura, ao esforço para produzir uma bomba atômica, abandonado em 1990. Lula voltou a criticar a adesão brasileira ao Tratado de Não Proliferação (TNP), afirmando que potências não reduziram seus arsenais enquanto novos países ingressaram no clube nuclear. Ele reforçou a prioridade ao submarino em visita recente à sede do programa.

O submarino nuclear consumiu R$ 649 milhões em 2025, ficando em sétimo lugar no ranking de gastos, seguido por obras de estaleiros. Paralelamente, avança a etapa final da construção dos quatro submarinos convencionais do acordo Brasil‑França, cuja última unidade foi lançada ao mar.

A continuidade do projeto nuclear depende de negociações com a AIEA, que exige garantias sobre o uso do combustível e pressiona pela adoção de protocolos adicionais de inspeção.

Apesar da injeção de recursos, o Álvaro Alberto só deve ficar pronto em 2038, muito além do prazo original. No conjunto das Forças Armadas, o investimento representa apenas 8,25% dos R$ 133,3 bilhões gastos em 2025, enquanto a maior parte vai para pessoal. O ranking não inclui o programa das fragatas Tamandaré, financiado por uma manobra aprovada no fim do governo Temer, que deslocou seus custos para a estatal Emgepron, fora do orçamento direto da Defesa.

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